Suaveolens

Este blog foi criado por um cearense apaixonado por plantas medicinais e por sua terra natal. O título Suaveolens é uma homenagem a Hyptis suaveolens uma planta medicinal e cheirosa chamada Bamburral no Ceará, e Hortelã do Mato em Brasília. Consultora Técnica: VANESSA DA SILVA MATTOS

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Local: Brasília, Distrito Federal, Brazil

Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado até os oito anos. Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Formou-se em Pernambuco, na Universidade Rural. Obteve o título de Mestre em Microbiologia dos Solos pelo Instituto de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Também obteve o Mestrado e o Doutorado em Fitopatologia pela Universidade de Brasília. Atualmente é pesquisador colaborador da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília.

18.4.17

Blog do grupo ipueiras@grupos.com.br
José Mariano de Melo (Por Walmir Rosa)
23:14 @ 06/10/2006



        Seu Zé Mariano era uma figura atarrancada, sem ser baixo, pescoço grosso, olhar penetrante. Homem de poucos sorrisos.

        Era o Senhor das Oiticicas. Grande fazenda pras bandas do pé da Serra da Ibiapaba. Chefe político local, sempre elegia vereador e tinha papel preponderante na política ipueirense.

        Seu filho, Sinhozinho Mariano, foi vereador por várias legislaturas.

        Tinha como grande inimigo político seu Bilô - José de Holanda Cavalcanti, também grande proprietário local. Havia, entre eles, um ódio mortal, motivada por ter seu Zé Mariano prendido seu Bilô em uma prisão improvisada em sua fazenda.

        Ambos, muito amigos de papai. Seu Bilô possuía um posto de bicicleta (coisa antiga e boa). Todas as férias em que eu ia para Ipueiras, a me esperar lá estava uma bicicleta gentilmente cedida por ele para uso até a minha volta às aulas, em Fortaleza. Fiz grandes passeios e loucuras. Quem, como eu, não descia o alto da estação de mãos soltas, atravessava a ponte e ia, assim, até a Rua das Flores? quem não apostou corrida da cadeia até o rio?

        Mas seu Zé Mariano também era um grande "botador de apelidos".

Seu Bilô, seu inimigo era o ferrabrás;
Seu Juarez Catunda, coletor estadual, Peru (vermelhão).
Seu Camaral, pai da Darci, Gogó de Sola(por ter o couro do pescoço grosso);
Seu Tim Mourão, prefeito, Zé Bracim;
Seu Zeca Bento, por estar sempre de bem com o Poder, Pilatos;
Wencery, por ter o rosto manchado,Lavrado.

        (Há muitos outros, mas, no momento, não consigo me lembrar dos nomes. pode ser que alguém tenha mais memória que eu.)


O lauto banquete

          Ainda sobre Seu Zé Mariano lembrei-me de um acontecido, contado por meu pai.

         Anos 40. Candidatos a Governador do Estado: Faustino de Albuquerque e General Onofre. Seu Pedro Aragão, chefe do PTB local, apoiava o futuro Governador Faustino de Albuquerque.

         Em campanha, a caravana do Dr. Faustino iria passar por Ipueiras, com o candidato à frente. Seu Pedro Aragão programou um lauto banquete em sua homenagem e convidou as pessoas proeminentes da sociedade ipueirense, inclusive, claro o Coronel José Mariano de Melo.

         Sentados à mesa, em dado momento do almoço, o Seu Zé Mariano, depois de empanturrar-se de peru e outras guloseimas típicas da época, não contou pipocas: abaixou o rosto e vapt vupt, passou a toalha bordada branca da mesa na boca.

         Ante o olhar reprovador de Dona Dolores, tascou, olhando para o Governador, que a tudo assistia:

         - Desculpe, eminência. Não é falta de educação. É falta de guardanapo.

         Acabou com a dona da casa.


2 comentários | publicado por Marcondes
Comentários
(17:51 @ 09/10/2006)Jean Kleber disse:
Walmir, essa do Zé Mariano eu vou mandar para "seu" Neném Matos! Ele vai recordar, sem dúvida! Valeu.
(19:57 @ 28/10/2006)Solange disse:
Sobre seu Zé Mariano, conta-se que em viagem de trem ele andava pelo vagões apressado e alguém ao interpela-lo, diz:"Seu Zé, onde vai vai tão apressado? Ele respondia: "Vou ali no Ipu". Outra também dele - Seu Zé Mariano, que horas são: Ele sempre respondia independete de horas fossem - !dez pras dez.


2.4.17

MEMÓRIA DE UMA RECENTE EXCURSÃO À PIRENÓPOLIS

Neste trinta de março de 2017, completei 73 anos. 
Familiares perguntaram-me o que eu gostaria de ganhar como presente de aniversário. Surpreendi a todos dizendo – “gostaria de conhecer Pirenópolis”. 
Inacreditável, estou em Brasília desde abril de 1968 e nunca fui a Pirenópolis. Desejo atendido. 
Minha esposa, meus filhos, cunhado e nora propiciaram-me o presente almejado. Em comitiva, fomos a Pirenópolis, cidade goiana próximo a Brasília. 
Lá encontramos os amigos da família Nogueira. 
Aí o bicho pegou. 
Vejam as fotos.
A troupe

A chegada

A pousada

O almoço da chegada

Igreja do Rosário

Rua do lazer

Foto com um Ícone da Cidade

Segunda foto com um Ícone da Cidade

Jantar: pizza no Trapiche

Com a Moça do Trapiche

Dia seguinte: café da manhã

Fonte da Reserva do Vagafogo

Trilha na Reserva do Vagafogo

Segunda foto da trilha na Reserva do Vagafogo

Banho de cachoeira de turistas na Reserva do Vagafogo

Restaurante da Reserva do Vagafogo 

Almoço no restaurante da Reserva do Vagafogo

Área de repouso na Reserva do Vagafogo

A volta à Brasília: cortina de Eucaliptos