Suaveolens

Este blog foi criado por um cearense apaixonado por plantas medicinais e por sua terra natal. O título Suaveolens é uma homenagem a Hyptis suaveolens uma planta medicinal e cheirosa chamada Bamburral no Ceará, e Hortelã do Mato em Brasília. Consultora Técnica: VANESSA DA SILVA MATTOS

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Local: Brasília, Distrito Federal, Brazil

Cearense, nascido em Fortaleza, no Ceará. Criado em Ipueiras, no mesmo estado até os oito anos. Foi universitário de agronomia em Fortaleza e em Recife. Formou-se em Pernambuco, na Universidade Rural. Obteve o título de Mestre em Microbiologia dos Solos pelo Instituto de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco. Também obteve o Mestrado e o Doutorado em Fitopatologia pela Universidade de Brasília. Atualmente é pesquisador colaborador da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília.

11.3.15

O TETÉU ME AVISOU

"O TETÉU ME AVISOU
*
Quando o tetéu fez zoada
Eu olhei para a porteira,
E vi meu amor chegando
Meti os pés na carreira
Foi tanto beijo e abraço
Que me deu até tonteira.
*
Entre nós dois se jogou
Nosso cão de estimação
Um querido vira-lata,
E que atende por Barão
Latindo e abanando o rabo
Mostrando satisfação.
*
Hoje a galinha caipira,
Vai cheirar lá na panela
Vou fazer como ele gosta,
Com pirão e à cabidela
E vou separar pra ele
O coração e a moela.
*
Uma cachacinha tem,
Vou ao pé buscar cajá.
Um suco bem refrescante,
Ligeiro vou preparar,
Vou caprichar no almoço,
Sem me esquecer do jantar.
*
No terreiro à noitinha
Vai ter dança e cantoria
Para celebrar a volta,
De quem é minha alegria 
Pra ele vou declamar
A mais bela poesia
*
Mas a festa só acaba,
Ao matar a minha sede.
Suando junto com ele
No balançado da rede.
O armador que aguente!
Pra não cair da parede.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda"


O TETÉU ME AVISOU

*

Quando o tetéu fez zoada
Eu olhei para a porteira,
E vi meu amor chegando
Meti os pés na carreira
Foi tanto beijo e abraço
Que me deu até tonteira.
*
Entre nós dois se jogou
Nosso cão de estimação
Um querido vira-lata,
E que atende por Barão
Latindo e abanando o rabo
Mostrando satisfação.
*
Hoje a galinha caipira,
Vai cheirar lá na panela
Vou fazer como ele gosta,
Com pirão e à cabidela
E vou separar pra ele
O coração e a moela.
*
Uma cachacinha tem,
Vou ao pé buscar cajá.
Um suco bem refrescante,
Ligeiro vou preparar,
Vou caprichar no almoço,
Sem me esquecer do jantar.
*
No terreiro à noitinha
Vai ter dança e cantoria
Para celebrar a volta,
De quem é minha alegria 
Pra ele vou declamar
A mais bela poesia
*
Mas a festa só acaba,
Ao matar a minha sede.
Suando junto com ele
No balançado da rede.
O armador que aguente!
Pra não cair da parede.


*
Versos e foto de Dalinha Catunda



Maria de Lourdes Aragão Catunda – Poetisa, Escritora e Cordelista. Nascida e criada em Ipueiras-CE, conhecida popularmente como Dalinha Catunda, vive atualmente no Rio de Janeiro. Publica nos jornais "Diário do Nordeste" e "O Povo", nas revistas "Cidade Universidade" e "Municípios" e nos blogs: Primeira Coluna, Ipueiras e Ethos-Paidéia. É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.Escreve no Jornal Gazeta de Notícias do Cariri, No Blog Jornal da Besta Fubana e No Blog do Lando. Faz parte da ACC (Academia dos Cordelistas do Crato) e da AILCA, (Academia Ipuense de Letras Ciência e Artes). É co-gestora convidada do blog Suaveolens, além de ter blog próprio: (cantinhodadalinha.blogspot).

SURUBA EM FORTALEZA. OU NÃO...


Por
Jean Kleber Mattos

No início dos anos 80 do século XX num determinado período, eu estava de férias em Fortaleza. 

Numa noite, conversávamos em grupo sobre filmes de sexo explícito. Na cidade, o cinema especializado na matéria era mal afamado em virtude de seu público marginal e agressivo, o que inviabilizava a freqüência do público feminino. 

Uma amiga nossa reclamava da pouca disponibilidade do artigo àquela época, somente disponível com segurança nos motéis. 

Propus então ao grupo que fossemos em comitiva a um motel para vermos um daqueles filmes. 

Meus colegas rejeitaram a ideia mas a mesma foi de pronto aprovada por cinco garotas, uma delas minha namorada. 

Dificuldades com a gerência eram previsíveis, pois seriamos um grupo totalmente atípico para a situação, um homem e cinco mulheres. 

Eu dirigia o veículo. Ao lá chegarmos, de cara fui acusado de promover “suruba”. Nada que uma boa conversa explicando a finalidade da comitiva e sobretudo um breve acordo financeiro não resolvesse a situação. 

Assim, o filme proibido foi visto e todos nós voltamos satisfeitos e comemorando a “façanha”. 

E ainda trouxemos alguns brindes. Sabem aqueles sabonetinhos tipo miniatura? 

Pois é, ganhamos vários...

***

Foto: site sweetparl. org